Reforma do Estatuto do DCE
Ontem seria a continuação do debate para formação de um novo estatuto para o DCE, seria ... porque os debates apenas iniciaram, no final restou apenas um grande golpe.
No mês de maio quando reuniram-se 186 delegados no auditório iniciou-se uma grande discussão, artigo por artigo, para formação do novo estatuto, como os trabalhos demoraram muito a iniciar, as 22:00 horas estávamos apenas no artigo 13 e a sessão foi encerrada para continuar em uma nova data. A nova data foi 07 de agosto de 2007. Inicou-se o trabalho com aproximadamente 20 pessoas presentes, mas desta vez com uma proposta diferente. O presidente do DCE fez inicialmente uma leitura inicial de toda a proposta de alteração escrita por uma comissão do próprio DCE; após, quem tivesse artigos a destacar para promover mudanças, exclusões ou inclusões colocava para os presentes a proposta, fazia-se uma discussão e na seqüência se houvessem divergências, realizava-se uma votação. Os trabalhos transcorriam dessa forma até as 21:30 horas, quando um dos delegados, Moacir do curso de Administração, propôs o fim da democracia e das discussões e a votação, por inteiro, da proposta redigida pelo próprio DCE, obviamente exatamente no momento onde haviam acabado de chegar vários delegados que por acaso sentaram todos ao lado do propositor e apoiaram sua articulação.
Ao ser questionada a óbvia incoerência do feito por simples analogia com todo o processo desde as etapas iniciais, percebemos a malícia da artimanha. O presidente da mesa e presidente do DCE argumentou que seria obrigado a colocar em votação tal proposta e, em um minuto, todas as discussões de meses, todas as sugestões colhidas dos acadêmicos em inúmeras reuniões foram rasgadas, foras sequer ouvidas. Retiramo-nos da sala quando percebemos o mal propósito maquiavelicamente arquitetado e ouvimos apenas a palavra do presidente da mesa eufórico afirmando: "aprovado por unanimidade", que é bom ressaltar porque para o mal informado pode parecer que houve uma aprovação de 186 delegados, quando certamente não havia mais de duas dúzias.
Estas são as lideranças do movimento estudantil da Unesc.
Porém não vamos desistir, lutamos por democracia, transparência, honestidade, ética e, sobretudo, pelos interesses dos estudantes, e estes, podem sim organizar uma assembléia geral de verdade e alterar de forma legítima o estatuto de sua entidade, é por isso que trabalharemos. Um abraço a todos.
Sexta-feira, Agosto 10, 2007
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